Gordie Howe: a maior ponte estaiada da América do Norte abre em 2026 com vão de 853 metros e custo de C$ 5,7 bilhões
Ligando Detroit (EUA) a Windsor (Canadá), a ponte de 6 faixas foi projetada para 400 caminhões por hora — e para durar mais de um século.
A Gordie Howe International Bridge, sobre o Rio Detroit, entra em operação em 2026 como a maior ponte estaiada da América do Norte: vão principal de 853 metros (2.799 pés), tabuleiro 45 metros acima do rio e custo estimado de C$ 5,7 bilhões. A estrutura de seis faixas liga Detroit, nos EUA, a Windsor, no Canadá, e foi dimensionada para 400 veículos comerciais por hora em cada sentido.
Em resumo
- Maior vão estaiado do continente: 853 m entre torres, sem apoio no rio;
- Custo de C$ 5,7 bilhões, seis faixas, ciclovia e passarela incluídas;
- Capacidade de 400 caminhões/hora — a travessia concentra boa parte do comércio EUA–Canadá;
- Abertura prevista para 2026, após quase uma década de obras.
Por que estaiada — e não pênsil ou em viga?
Para vãos entre 300 e 1.100 metros, a ponte estaiada venceu a disputa da engenharia moderna: os estais transferem carga direto para as torres, dispensando os cabos principais e as âncoras gigantes de uma pênsil, com rigidez maior e manutenção mais simples. O desafio da Gordie Howe foi vencer 853 m sem nenhum pilar na água — exigência ambiental e de navegação — com torres de 220 m e aeroelasticidade verificada em túnel de vento.
O que o Brasil pode aprender com ela?
O país domina a tipologia — a ponte estaiada virou até cartão-postal urbano — mas em escala menor: projetos como a estaiada de Salto sobre o Tietê mostram a tecnologia se espalhando pelo interior. O salto de escala é o próximo passo, e referências como a Gordie Howe — ou a ponte de 3,2 km de Baltimore projetada para durar 100 anos — dão o manual: projetar para o século, não para o contrato.
Fontes: Windsor-Detroit Bridge Authority, Construction Dive, CCE Online News.